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domingo, 11 de maio de 2014

Será Destino? (História real)




Conhecemo-nos no sexto ano, eu ainda só tinha 11 anos. Assim que te vi fiquei logo impressionada, se quiseres considera-o amor à primeira vista. Tonámo-nos amigos mas eu queria mais, apesar de na altura não saberes (vieste a descobrir mais tarde). Não to tinha dito pois na altura eu era uma zé ninguém, tão feinha, meu Deus, quando vejo fotografias dessa altura apenas desejo que seja mentira; já tu.... tu eras muito popular com as rapariga, eras o sonho de qualquer uma, eras simplesmente fantástico, por isso, porque é que tu, com tantas raparigas ias olhar para mim?
No sétimo ano, infelizmente apaixonaste-te por uma das minhas amigas e ela por ti. Namoraram.
Isso não me derrubou, é claro que me custava ver-te com outra pessoa, mas tu estavas feliz e ela também e então decidi ficar feliz por vocês, mesmo sabendo que nós nunca iríamos ser mais do que amigos.
Como amigos tivemos muitas peripécias, tanto no sexto como no sétimo ano.
Das melhores e mais importantes ainda me lembro como se tivessem acontecido ontem.
A que eu mais gosto é a daquela vez em que partiste o braço direito, tínhamos teste de ciências nesse dia e tu não tinhas estudado e, então, apesar de seres esquerdino disseste à professora que não podias escrever porque escrevias com o braço que partiste... A professora então, acreditando na tua históriazita perguntou-me se eu te podia escrever o teste, pensando que o que ia acontecer era que tu me ias dizendo as respostas e eu escrevia, pois, segundo a professora pensou, como eu era muito boa aluna e  era supostamente muito certinha  não te ia ajudar... Olhei para ti, tinhas uma cara suplicante à qual não resisti e disse que sim, que te podia escrever o teste. Sentámo-nos numa mesa mais ou menos no meio da sala. Pediste-me que eu te fizesse o teste e eu, sem conseguir resistir ao teu charme, fiz o teu teste ao mesmo tempo que conversávamos. Senti-me tão próxima de ti...
Outro dos melhores momentos foi um em que eu estava chateada contigo já não sei porquê e tu querias que fizéssemos as pazes... Numa aula de geografia a professora mandou fazer um trabalho com o nosso par de carteira, nós sentávamo-nos um ao lado do outro, no entanto, eu, decidida a ser direta e não me deixar encantar por ti, comecei a fazer o trabalho por nós dois, mas tu não passavas nada. Parei de o fazer. Olhei para ti. Estavas com um ar tão tristonho como nunca te tinha visto. Perguntei o que se passava.
Respondeste que não ias fazer nada enquanto não fizéssemos as pazes porque querias que voltássemos a ser tão bons amigos como éramos. Caí novamente no teu feitiço, fizemos as pazes e no final do trabalho acho que até já éramos melhores amigos do que antes de nos chatearmos.
Infelizmente todas as nossas peripécias acabaram quando o teu namoro com ela acabou pois perdemos contacto, não sei porquê, acho que era estranho para ti e para ela que eu me desse com os dois e então foste tu a afastar-te. Desde que nos afastámos que tenho saudades de ser tua amiga mas, como não nos víamos, acho que era mais fácil.
Cheguei ao décimo primeiro ano e vieste para a mesma escola que eu, o que tornou tudo muito mais difícil, pois ainda por cima temos horários bastante parecidos, o que significa que te estou sempre a ver, nós até temos uma aula em que estás na sala mesmo em frente à minha e outra em que eu estou a sair da sala e tu estás a entrar.
Já houve algumas trocas de olhares, o que me fez pensar "Será que pensas sobre mim de forma diferente agora que já não sou uma zé ninguém?"
Eu nunca acreditei no destino, mas será que o facto de teres vindo para a mesma escola que eu é o destino a dar algum sinal?
Porque é que ainda não voltaste a falar comigo?

3 comentários:

warrior disse...

que lindo, ai o amor xD

Renata disse...

Sigo! (:

Se gostas mesmo dele, porque não avanças tu?

Maçã M disse...

Eu bem gostava de ter a coragem para avançar mas simplesmente não tenho
:(